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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pequeno grande baterista

Ontem mandei um recado para a minha afilhada gatinha e penso que é o momento de falar um pouco do pequeno rapaz que vi nascer há um ano e pouco atrás. Peço licença aos pais do João Gabriel para colocar umas fotos dele no blog e mostrar pro pessoal, inclusive daqui de Timor Leste, como eu sou um padrinho sortudo.
O João, com essa carinha de australiano namorador, nasceu careca. E eu estava presente, meio desorientado, sem saber se abraçava o avô chorão ou se chorava junto. Num piscar de olhos, ficou loiro (a mamãe, ninguém suspeitava, era menina loirinha também!) e virou baterista autodidata. Recebi um vídeo há poucos dias no qual ele aparece ensinando movimentos técnicos percussivos de altíssima complexidade, dignos de causar inveja no Phil Collins. Como é que pode? 
Resta agora trabalhar incessantemente (afinal de contas precisamos aproveitar que o JG é artista nato) para afastar a influência do mundo musical de segunda categoria, o pop barato. Bastam pequenas doses diárias de rock`n roll para assegurar um futuro saudável.
Fê e Thiago, obrigado pela confiança que sempre recebemos de vocês e pelo privilégio de estarmos juntos do João. Por aqui a saudade aperta cada dia mais.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O maior presente de todos

Eu estava aqui me preparando para escrever um post sobre a Ilha de Flores, mas desisti depois de abrir a caixa de email. Recebi as fotos mais inacreditáveis da nossa afilhada Luiza, pessoinha querida que ainda não pudemos conhecer pessoalmente.
Luiza, um dia eu vou poder te contar como você foi esperada e como ficamos aqui, literalmente do outro lado do mundo, contando os dias para te abraçar e te ver, ao vivo e a cores. Quem já te viu, eu sei, não te esquece. E nós, que acompanhamos só por fotografia (intra e extra uterina) o seu crescimento, sabemos que quando voltarmos para casa, você vai estar ainda mais linda do que é hoje. Impressionante como outro dia você era uma bolinha fofa de gente, sentada  no sofá vigiada de perto pela Morena (essa foto, aliás, está na área de trabalho do meu computador). E pode ter certeza: não faltam corujas e corujões ao redor! Soube que recentemente  até presente de Portugal você ganhou. Menina chique! Digo mesmo que ninguém te esquece. Nós aqui em Timor Leste, rigorosamente todo dia, nos perguntamos: como estará a Luiza? Mais gostosa, isso é certo. E a mãe mais derretida. Ela merece afinal. Todos merecemos estar com você. Um forte beijo nessas bochechas branquelas e já adianto que seu pai vai ter trabalho redobrado num futuro não muito distante para conter os rapazes mais atrevidos. Sugiro ao Rogério aplicação de prova oral no sofá da sala.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O xodó das madres

A Alice, além de ser co-autora, revisora e crítica deste blog, é consultora senior para assuntos jurídicos (a verdadeira defensora pública!), mulher dona de uma paciência de jó com o marido rabugento, que cozinha coisas que até a Ofélia duvidaria e dentista com a mão mais leve que se há de encontrar. Por causa dessa última qualidade, tornou-se o xodó máximo das madres canocianas daqui de Dili.
Desde que começou a trabalhar como dentista na clínica da escola, já conquistou legiões de fãs que se estapeiam pra arrancar um dente (qualquer coisa, sem anestesia mesmo...), fazer cirurgia, limpeza, etc. Tudo para estarem perto da Dra. Malay. Outro dia um timorense folgado até pediu minha esposa em namoro! É dureza...
As madres ainda não compraram o tal AUTOCLAVE (aparelho de esterilização parecido com um forno), o que demanda as idas frequentes ao moderníssimo Hospital Nacional Guido Valadares. Depois das sérias recomendações feitas pela Alice no sentido de que FERVER os instrumentos não resolve o problema bacteriano, acredito que estão tendentes a gastar um dinheirinho. Afinal de contas, se ela falou, está falado!