Quem puder imaginar uma belíssima cidade jardim, onde não há sujeira, a criminalidade é quase inexistente e as pessoas respeitam regras de trânsito com mais rigor do que os alemães, vai enxergar Singapura, a ilha de prosperidade do sudeste asiático. A República de Singapura, uma cidade-estado, é, na verdade, um conjunto de 63 ilhas antigamente dominadas pelos ingleses.
Estou certo de que deveria ter pesquisado sobre isso antes de chegar por essas bandas e sair afirmando com falsa propriedade que Singapura é parte da Malásia. O taxista que me levava para o aeroporto engoliu em seco e explicou carrancudo que o país dele faz fronteira com a Malásia, mas com ela não se confunde (entendeu, criatura?).
Hoje, a cidade é ambiente cosmopolita para chineses, malaios, indianos, singapurianos e gente do mundo todo. Na sua maioria, interessada em fazer dinheiro. Montes de dinheiro.
Quando passei por lá no ano passado, a caminho de Dili, sofri por conta do calor úmido sufocante e dos preços salgados (é a terceira cidade mais cara da Ásia). Hoje vejo que fiz mau juízo de Singapura. Eles não entendem nada de cozinha (vendem para todo lado uns espetinhos de pato recomendado para aniquilar floras intestinais), fazem a cerveja Tiger (uma espécie de Yakult às avessas, já mencionada aqui no blog), mas em matéria de diversão, são imbatíveis. Parques, museus, teatros, cassinos, piscinas suspensas, prédios lindíssimos e, para os menos avarentos, passeios de Ferrari e Lamborghini disponíveis pela 'bagatela' de 300 dólares (20 minutos). Vale conferir.





